Governo do Distrito Federal
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9/06/21 às 13h16 - Atualizado em 9/06/21 às 13h19

Capacitação em Libras para servidores da Segurança Pública

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AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: CHICO NETO

 

Estão abertas até sexta-feira (11) as inscrições de servidores da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP) para 120 vagas no curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), ministrado pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), por meio de um acordo de cooperação técnica com a pasta. A parceria inclui a capacitação dos participantes e a confecção do protocolo de atendimento às pessoas surdas.

 

O curso ocorrerá de forma on-line e ao vivo, pela plataforma Zoom, com carga horária de 120 horas. Com início no dia 22 deste mês, as aulas serão realizadas duas vezes por semana, às terças e quartas, das 9h às 10h30 ou das 13h30 às 15h. O professor será Leandro Torres, docente de Libras do Campus Taguatinga do IFB e também surdo.

 

O secretário de Segurança Pública, delegado Júlio Danilo, avalia como essencial essa iniciativa para melhor entendimento e comunicação entre os profissionais da SSP e a comunidade surda. “Além disso, após a capacitação, o objetivo é que se crie um protocolo para facilitar a atuação das forças de segurança, com abordagens policiais, registros de ocorrências em delegacias, atendimentos emergenciais pelos bombeiros e, ainda, a solicitação de documentos durante uma blitz feita por agentes de trânsito”, explica.

 

A coordenadora de Políticas Inclusivas do IFB, Alessandra Fonseca, lembra que a importância desse acordo entre o instituto e a SSP está na inclusão. “Essa formação vai ser muito importante para os servidores conseguirem se comunicar com os surdos e prestar um atendimento coerente e humanizado”, pontua.

 

Outras parcerias

 

O IFB também tem parceria firmada com a Secretaria de Saúde (SES), desde 2019, para o ensino de Libras a servidores da saúde, igualmente com o objetivo de promover um atendimento mais humanizado. Já foram ministrados cursos para profissionais dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e de Samambaia (Hrsam).

 

Alessandra Fonseca ressalta que todo o amparo necessário deve ser oferecido às minorias, campo em que se destaca a divulgação da Libras, a segunda língua oficial do Brasil. “As pessoas surdas vão se sentir amparadas quando derem entrada em hospital ou delegacia”, ilustra. “Deve ser uma angústia muito difícil ir a esses lugares e não ter como se comunicar. A gente colaborar para uma comunicação inclusiva não tem preço”. A gestora diz esperar que mais ações de inclusão possam ser executadas futuramente, com enfoque em pessoas com outras deficiências.

 

*Com informações do Instituto Federal de Brasília