Governo do Distrito Federal
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31/03/21 às 23h07 - Atualizado em 31/03/21 às 23h50

GDF vai instalar 15 usinas de oxigênio para reforçar abastecimento

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IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: RENATA LU

 

Mesmo sem correr risco imediato de desabastecimento de oxigênio na rede pública de saúde, o Governo do Distrito Federal (GDF) tomou providências para ampliar o fornecimento do insumo nos hospitais. Em breve, pretende instalar 15 usinas para alimentar as unidades da Secretaria de Saúde e do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF).

 

O edital para contratar as obras de instalação das usinas será publicado no Diário Oficial do DF (DODF) nos próximos dias. “Usaremos uma ata de registros de preços para fazer a instalação desses equipamentos de acordo com a necessidade e prioridade das nossas unidades hospitalares. Isso ficará como legado para a Secretaria de Saúde”, afirmou o secretário de Saúde, Osnei Okumoto (29).

 

“Usaremos uma ata de registros de preços para fazer a instalação desses equipamentos de acordo com a necessidade e prioridade das nossas unidades hospitalares. Isso ficará como legado para a Secretaria de Saúde”Osnei Okumoto, secretário de Saúde do DF

 

 

Segundo o gestor, as usinas terão garantia de cerca de 20 anos. “É o prazo de garantia que nos dão de total funcionamento dos equipamentos”, assegurou. De acordo com a Secretária de Saúde, atualmente o DF tem contratado 500 mil m³ de oxigênio líquido por mês e o que vem sendo utilizado pelos hospitais está bem abaixo deste limite. Em fevereiro, por exemplo, foram utilizados 366 mil m³. Em março, esta marca chegou a 300.592 mil m³. Ambas abaixo do valor contratado.

 

“Essas usinas produzem oxigênio com pureza de 95%, que pode ser usado em leitos de enfermaria. Com as novas usinas, o abastecimento das UTIs fica ainda mais garantido, já que é necessária uma pureza de 99%. Isso vai nos dar uma segurança muito maior e sempre é preciso ressaltar que são equipamentos que ficarão definitivamente na rede pública”,  acrescenta o secretário.

 

Embora o DF esteja bem assistido na oferta de oxigênio, o governo resolveu tomar providencias para se tornar autossucifiente no futuro. “Apesar de os contratos darem uma segurança de que não vai ocorrer interrupção no fornecimento de oxigênio, ainda assim o governador Ibaneis Rocha entendeu por bem construir essas usinas para que, permanecendo nos hospitais, eles se tornem parcialmente suficientes”, afirma Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil.

 

“Apesar de os contratos darem uma segurança de que não vai ocorrer interrupção no fornecimento de oxigênio, ainda assim o governador Ibaneis Rocha entendeu por bem construir essas usinas para que, permanecendo nos hospitais, eles se tornem parcialmente suficientes”Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil

 

“Por mais que a Secretaria de Saúde tenha contrato para o fornecimento de oxigênio, sabemos o momento que o Brasil vive e que as empresas podem a vir a não ter oxigênio para fornecer. Então, nada mais natural do que termos as usinas como recursos estratégicos. Em um momento oportuno, lá na frente, podemos vir a reduzir custos com esses contratos”, observa o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Petrus Sanchez.

 

Hospital acoplado em Samambaia

O secretário da Casa Civil também anunciou que o governo local está em vias de iniciar o processo licitatório para execução de uma unidade acoplada ao Hospital Regional de Samambaia (HRSam), com capacidade para cerca de 70 leitos.

 

O Banco de Brasília tem reunido as doações da sociedade e de empresários para viabilizar a construção do hospital, em torno de R$ 9 milhões.